Piscina de Sernancelhe completou 25 anos. Momento evocativo lembrou a ação pioneira do concelho em 1992

Piscina de Sernancelhe completou 25 anos. Momento evocativo lembrou a ação pioneira do concelho em 1992

O Boletim Informativo da Câmara Municipal de Sernancelhe, do primeiro trimestre de 1992, dava conta, pela primeira vez, de que a Piscina já funcionava, acolhendo crianças de 21 escolas, 40 professores e cerca de 466 alunos. As aulas de natação eram ministradas pela Direção Geral dos Desportos de Viseu e eram definidos os objetivos centrais para aquele equipamento, ao qual foi associada a máxima “vamos aprender a nadar”. Poucos meses depois, mais concretamente em 13 de junho desse mesmo ano 1992, a Piscina Municipal era inaugurada pelo Diretor Geral dos Desportos e pelo Governador Civil de Viseu, sendo Presidente da Câmara José Mário de Almeida Cardoso.

Agora, volvidos 25 anos, e mais precisamente no dia 13 de junho, no espaço do Complexo Desportivo, o Presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe, Carlos Silva, chamou o então Presidente da edilidade, José Mário Cardoso, e, juntos, descerraram uma placa evocativa do momento.

A assistir estavam os funcionários daquele espaço, os antigos e os atuais, sinal evidente do percurso, já longo, da Piscina, que chegou até à atualidade com as condições adequadas ao seu uso em diferentes vertentes desportivas e recreativas.

Nesse mesmo Boletim Informativo de 1992, que explica a grande festa aquática que aconteceu no momento da inauguração da Piscina, percebe-se o pioneirismo da obra, pois era dos poucos equipamentos do género no distrito, e também a forma entusiástica como foi recebida pelo povo e particularmente pelas crianças: “Fica a imagem inesquecível do olhar profundo das crianças que incrédulas assistiam a algo que os seus pais e avós nunca sonharam”, lê-se na publicação municipal de então.

Passados 25 anos, a Piscina Municipal, hoje Complexo Desportivo, lembrou o seu percurso ao longo dos tempos, a intervenção que a marcou profundamente e lhe conferiu a capacidade de resistir, a abertura a novas modalidades e a perpetuação da arquitetura, reconhecida como exemplo admirável do século XX, em Portugal.