Fálgaros da Tabosa, Cavacas de Freixinho, e Queijadas de Castanha no roteiro da doçaria portuguesa

Fálgaros da Tabosa, Cavacas de Freixinho, e Queijadas de Castanha no roteiro da doçaria portuguesa elaborado pelo projeto “No Ponto”

A gastrónoma Cristina Castro, responsável pelo Projeto “No Ponto”, esteve em Sernancelhe, no dia 12 de abril, para colher imagens vídeo e entrevistas dos criadores dos doces concelhios de referência para incluir num roteiro nacional que dará origem a um livro sobre o tema. Os vídeos e as imagens serão disponibilizados no sítio da “No Ponto” (http://www.noponto.pt/), onde brevemente poderão ser apreciados os métodos de confeção dos Fálgaros da Tabosa do Carregal, as Cavacas de Freixinho e as Queijadas de Castanha, do Restaurante Flora, apadrinhadas pela Confraria da Castanha.

Sernancelhe é terra de mosteiros, graças aos três imóveis religiosos que ocupam o seu território. No caso do Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção, em Tabosa, nasceram os fálgaros. No Convento de Nossa Senhora do Carmo, Freixinho, as cavacas. Quanto às queijadas, essa são uma criação com apenas cinco anos, mas que parecem ser ancestrais pois são confecionadas com castanha, um produto marca do Concelho, pelo Restaurante Flora, com a chancela da Confraria da Castanha, que criou a imagem e a embalagem em que são comercializadas.

Atentemos, por isso, de forma especial, no Fálgaro, da Tabosa, que as pessoas da aldeia confecionam ainda no forno comunitário. Recorremos a uma descrição da autoria do Município de Sernancelhe, inserta no Roteiro Turístico (2010), precisamente sobre a doçaria:

“Nos conventos e mosteiros tiveram origem dois dos mais apreciados exemplares da doçaria de Sernancelhe: os Fálgaros de Tabosa e as Cavacas de Freixinho (sobremesa requintada feita à base de trigo, ovos e azeite, depois coberto por uma calda de açúcar).

Longe vai o tempo em que no Convento de Nossa Senhora da Assunção, em Tabosa, se confecionavam os famosos fálgaros dentro das quatro paredes do último mosteiro feminino do país.

Os doces de pão de trigo feitos com queijo de cabra fresco deixaram de sair do forno com a regularidade da época, mas enchem, na Páscoa, e por altura da festa de S. Brás, as mesas de muitas casas desta região.

Deste convento de freiras bernardas restam a Quinta, as ruínas do convento, a Igreja e… os fálgaros, que persistem como especialidade da culinária conventual, que nascem da arte e engenho das guardiãs do segredo, Olívia, Lucia e Angelina, bastando para tal que deitem o lume ao forno comunitário e amassem, com denodo, os ingredientes que são a base do Fálgaro”.