Vale do Távora
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“No fundo de colinas arredondadas e no sopé de altos montes, quási fechados em anfiteatro, só com um respiradoiro a fornecerem passagem para outro vale, encontramos, espalhados por todo o território do Concelho, vales frescos e deleitosos, ricos de seiva, verdejantes pelos arbustos que lá despontam (…) são os principais a Veiga, a Ribeira e o Medreiro, em Cernancelhe; a grande bacia da Vila da Ponte e os pomares da Ponte do Abade e Mosteiro, nas margens do Távora”. Esta descrição pertence a Abade Vasco Moreira e foi incluída na sua obra magistral: “Cernancelhe e seu Alfoz”, editado em 1929.
O Vale do Távora é uma área extensa, fértil, onde o microclima é ótimo para as uvas, as maçãs e até para os castanheiros, que crescem frondosos nos terrenos a mais de 600 metros de altitude. No século XII os monges de Cister descobriram em São João de Tarouca a graciosidade desta região, tendo erguido no Concelho de Sernancelhe, na Tabosa do Carregal, um dos seus mosteiros. A maior riqueza que encontraram, e que nos legaram, foi uma região produtora de vinhos e espumantes, o Távora-Varosa, que aproveita as uvas brancas que neste Vale do Távora são de grande qualidade e dão origem a vinhos premiados em todo o Mundo. No Concelho de Sernancelhe há várias aldeias ribeirinhas que assumem o papel de guardiãs do Vale do Távora: Ponte do Abade, Mosteiro, Granjal, Vila da Ponte, Freixinho, Penso, Fonte Arcada e Faia.