Rio Távora
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O Rio Távora nasce no Concelho de Trancoso e desagua no Douro, em Tabuaço. Percorre o Concelho de Sernancelhe durante 14 quilómetros e, para além da beleza que confere ao vale do Távora, recebe água de vários ribeiros, que o engrossam e transformam numa enorme bacia de água, represada a norte pela Barragem do Vilar. O nome deste rio poderá encontrar explicação no latim. De acordo com a obra “Tentativa etymologico-toponymica; ou Investigação da etymologia ou Proveniencia dos nomes das nossas povoações”, Pedro Augusto de Ferreira, publicado em 1907, o nome Távora deriva do latim tabula, que significa tábua ou madeira para tábuas e por extensão castanheiros (que no mundo antigo eram utilizados para fazer tábuas de excelência).
Deste modo, rio Távora quer dizer rio das tábuas ou castanheiros, nome apropriado para o tempo pois no grande vale do Távora abundavam os castanheiros, sendo ainda hoje o Concelho de Sernancelhe considerado a terra da castanha. Só em Sernancelhe são várias as pontes que o atravessam: Ponte do Abade, Vila da Ponte e Freixinho. Nas suas margens nasceram dois mosteiros: da Ribeira, em Mosteiro, Sernancelhe, e de Nossa senhora do Carmo, em Freixinho. É um rio de lendas e tradições, e um importante esteio económico das populações, em particular das ribeirinhas de Ponte do Abade, Vila da Ponte, Freixinho, Fonte Arcada e Faia. Facto curioso foi registado por Abade Vasco Moreira no sue livro “Sernancelhe e seu Alfoz”: “O Távora abunda em peixes - trutas, escalos, vogas, eroses e fardetas. Na Torre do Tombo existe um pergaminho em que está exarada a sentença, datada de 27 de junho de 1430, pela qual é dada autorização aos povos do concelho de Sernancelhe de pescarem nas suas águas”.