Queijadas de castanha
Conteúdo atualizado em1 de julho de 2025às 16:03
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Se há elemento da gastronomia e da doçaria que melhor explica a forma impactante como a castanha passou a estar presente no dia-a-dia dos sernancelhenses é a Queijada de Castanha. Foi aliás o primeiro doce a ganhar dimensão e a projetar Sernancelhe, tanto pela aptidão e qualidade da sua castanha para a cozinha, como pela capacidade das suas instituições se unirem e querem mostrar o produto e a arte e o engenho das suas gentes. O papel central na origem das Queijadas deveu-se ao restaurante Flora, que as confeciona, e à Confraria da Castanha, que criou a embalagem, deu-lhe selo de qualidade e promoveu-as. Aliás, tem sido essa a sua ação: valorizar a castanha e o castanheiro enquanto elementos fortíssimos de uma ampla, diversa e matricial cultura distintiva da região dita Soutos da Lapa.
Reflete sobre o papel tradicional que a castanha teve na alimentação de uma população autóctone que consumia este produto sob a forma de castanha cozida, particularmente, assada, com essa significativa nota folclórica do Magusto, exemplar prática de convivialidade, e seca ou pilada nos tradicionais “caniços”, hoje desaparecidos.
O escritor de raízes locais, Aquilino Ribeiro, é inúmeras vezes convocado através dos seus notáveis textos referente à Castanha. A recente introdução da castanha nas práticas gastronómicas e na doçaria não ganharam ainda uma estratificação, obedecendo a sua confeção ainda a um quadro experimental que vai, no entanto, encontrando alguma normalização.