Uma luz ao longe

“Uma luz ao longe”: Bertrand e Município de Sernancelhe reeditam obra que fala de Aquilino Ribeiro estudante do Colégio da Lapa

O mês de setembro é de grande simbolismo para a literatura portuguesa. Em 1885, há precisamente 135 anos, nascia no Carregal, Concelho de Sernancelhe, Aquilino Ribeiro, o escritor que mereceu Honras de Estado e repousa no Panteão Nacional. Como forma de evocar esta data, de homenagear o escritor e de incentivar à leitura da sua imensa obra, a Bertrand Editora, o Município de Sernancelhe e a família do escritor reeditaram o livro “Uma Luz ao Longe”, que retrata precisamente os tempos de Aquilino estudante no Colégio da Lapa. A obra, que conta com prefácio do escritor Gonçalo M. Tavares, encontra-se à venda em todas as livrarias Bertrand do nosso País e pode ser pedida também na Biblioteca Municipal de Sernancelhe e na Loja Interativa de Turismo de Sernancelhe.

“Uma Luz ao Longe” é, depois de “Cinco Réis de Gente” (também reeditado com o patrocínio do Município de Sernancelhe), uma obra que explica o percurso de Aquilino Ribeiro menino na sua passagem do Carregal para a Lapa, onde recebeu os ensinamentos que lhe moldariam a personalidade e de que guardou memórias excecionais das gentes, das romarias, das paisagens, enfim, do mundo que o rodeava.

Esta reedição conta com prefácio do escritor Gonçalo M. Tavares, um dos mais consagrados autores nacionais e que representa uma das facetas mais profícuas e imprevisíveis na literatura portuguesa de hoje, uma personalidade que, pela sua notoriedade e modernidade, suscitará muita curiosidade junto dos leitores e ajudará a estimular novas leituras da obra aquiliniana.

A capa da reedição é igualmente extraordinária e foi assinada por João da Câmara Leme, representando uma ilustração da reedição de "Uma Luz ao Longe” de 1969. Nela vemos o Amadeu e o Gasco numa das suas incursões às catacumbas do Colégio da Lapa, epicentro da obra “Uma Luz ao Longe”.

Vale a pena ler, ou reler, “Uma luz ao longe”. Quem o aconselha vivamente é o prefaciador Gonçalo M. Tavares, mesmo a terminar o seu texto de abertura deste livro: “(…) Se existissem fórmulas nestas coisas de luzes e literatura, poderíamos dizer – por via de uns números quaisquer que ainda não existem – que toda a energia exigida ao leitor por um livro de Aquilino é retribuída, em dobro, pelo prazer – em forma quase de paladar/sabor – que se recebe. Aquilino aqui está em Uma luz ao Longe, e em muitos outros livros reeditados, a avançar a passo forte, já a caminho do meio século XXI. Moderno e fortíssimo”.