ARNAS
- A igreja
seiscentista (1611), dedicada a Nossa Senhora Conceição assenta airosamente no cimo da aldeia, linda no
seu granito levemente dourado. Os altares e a imaginária impressionarão o viajante que também
ficará surpreendido pelo
tecto da nave, o qual ostenta uma enorme pintura de N.ª
Sr.ª da Conceição com uma singular iconografia onde um dragão aparece ferido por um raio de fogo atirado
simbolicamente por uma criança.
CARREGAL
- Instituída no século XVI
(1545) pelos donatários Álvaro da Costa e
D. Maria Rebelo, a igreja matriz de Carregal dedicada ao Espírito Santo e simboliza a memória do nascimento de
Aquilino Ribeiro. Subsiste ainda a lindíssima e rara capela da Misericórdia
cuja origem e fundação se desconhecem.

CHOSENDO - A Igreja Matriz datada de 1732, dedicada a S. Miguel, define a principal praça da Aldeia que o negrilho gigante sombreia.
A capela-mor da Igreja tem um altar de talha dourada de finais do séc..XVII com uma belíssima tribuna.

CUNHA - A igreja, dedicada a S. Facundo, fica no terreno chão. O altar-mor, no resguardo da capela, tem bonita talha do Séc.XVIII e duas pinturas sobre tábua representando S. Francisco e St.º António. A cruz de malta indica os seus fundadores. A melhor jóia da igreja é todavia o seu singelo pórtico românico, assim como a Capela de S. João Baptista com retábulo maneirista, uma bela imagem de madeira estofada e duas tábuas pintadas com S. Franscisco e St.ª Catarina. No início do séc. XVII foi restaurada quase radicalmente. Quem examinar a cantaria desse restauro, que abrange quase toda a igreja, e conhecer o da igreja de Sernancelhe, facilmente nota que foi levado a efeito na mesma data(1638) e nele parece que trabalharam os mesmos artistas. Ambos os templos eram do Padroado da Comenda de Malta, que, além do direito da apresentação dos respectivos curas, tinha o encargo das reparações dos Templos.
ESCURQUELA - Igreja Matriz de S. Domingos, de traça antiga, dotada de talha dourada e de um belíssimo tecto pintado no Séc.XVIII.

FAIA - A Igreja Matriz dedicada a S. Martinho, de boa traça, É uma das construções da Universidade de Coimbra. Esta foi transladada para o local onde hoje se encontra, devido à construção da Barragem do Távora que alagou a velha aldeia.
FERREIRIM - A Igreja Matriz dedicada a St.º Estevão, de boa cantaria de granito amelado da região, caracteriza-se pela sua simplicidade. Uma das construções modernas (séulo XVII), do modelo de outras iguais mandadas construir pela Universidade de Coimbra e recentemente restaurada e ampliada.

FONTE ARCADA - A Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, digna de notar-se pela sua estrutura primitiva. De facto, trata-se de um templo de raiz românica, restaurado no séc.XVI(1502). A porta da fachada é de duas arcadas de volta quebrada, apoiadas nos ábacos. O arco interno adornado de esferas que se repetem nos ábacos e descem até ao meio da ombreira, que segue em arestas vivas. O outro arco liso e boleado em toro. Do lado direito do pórtico, sobrepujando a fachada, ergue-se um campanário ogival, vasado por duas sineiras; no lado esquerdo, aparecem duas cruzes em nimbo; na caleira da empenha esquerda salienta-se uma goteira primitiva. Esta igreja guarda um retábulo de pintura do princulo do Séc.XVI, de influência flamenga, com a primitiva moldura de talha renascença formado por três tábuas: "O Casamento da Virgem", "A Crucificação" e "O Sacrifício".No adro, do lado direito, encontram-se duas sepulturas, cavadas na rocha, com os contornos dum corpo humano. Devem ser anteriores ao séc.XIV, visto que meio século antes, já se faziam enterramentos dentro da igrejas. A capela-mór, rectangular, como o corpo principal, tem dois pares de colunas, altas, cilíndricas e lisas, apoiadas em garras de clássico românico, formando nesta parte do templo como que três naves. Dentro da igreja, encontram-se três capelas, cuja fundação se liga a Francisco de Gouveia, o mordomo do Infante D. Fernando, e seus descendentes. São elas a da Invocação de Nossa Senhora do Rosário, a da Invocação das Chagas, e de António de Gouveia Coutinho. Foi recentemente integrada nos Itinerários Turísticos Culturais do Douro elaborados pela Associação Comercial e Industrial de Lamego e Vale do Douro Sul.

FREIXINHO - A Igreja Matriz de S. Miguel Arcanjo, refeita entre os séculos XVII - XVIII, levanta-se no meio do povoado com pesada traça. Trata-se de uma construção do século XVI, longa, estreita e esplendorosa. O altar-mor, de talha da renascença, apoia-se em quatro colunas sustentadas por quatro figuras esculturadas- obra da arte popular do tempo - e termina por engraçada concha que forma o dossel do Tabernáculo. O tecto da capela do Santíssimo apainelado. Do lado direito desta capela, encontramos um túmulo com os ossos do fundador, segundo a inscrição o gravada em caracteres latinos. No corpo da igreja, há duas capelas: uma dedicada a Nossa Senhora da Conceção, a outra, a São José.
LAMOSA
- A Igreja Matriz de Lamosa insere-se num contexto histórico que remete para o séc.
XVI em que os Jesuitas ergueram esta localidade a freguesia. Quando foram espulsos
de Lapa, foi dada a sua igreja como a de Cárquere e da Universidade de Coimbra. Que
esta igreja (a de Lamosa) lhe pertenceu prova-se pela nota do Arcipreste respectivo, laçada
no Livro das Visitções da freguesia, no qual se ordena ao pároco que oficia a Universidade para mandar reparar a Igreja
que ameaça em ruínas. E a igreja foi reparada pela Universidade. A actual
igreja nova caracteriza-se pelo vultuoso trabalho granítico da capela-mor e pela estrutura arquitectónica de harmoniosas proporções.
GRANJAL
- A Igreja Matriz foi construída no séc.XVI e de boa cantaria. Apresenta a singularidade do granito da sua
construção pelos senhores da Comenda de Malta. Um
marco colocado na entrada da porta do adro assinala
esta posse bem como a designação de seu patrono,
Nossa Senhora do Hospital, hoje Nossa Senhora das Neves. O interior, vítima de incêndio no Séc.XIX, e sóbrio, para além da capela abobadada de santa Ana mandada edificar pelo licenciado
Sebastião da Costa Amaral em 1633 para
sepultura de uma tia . A talha dos seus três altares
é moderna. Dentro do Templo, existem duas
capelas - a do Espírito Santo, fundada por João
Manuel, da casa do Vilaroco, com Brasão meio apagado; e a de Santa Ana, de cúpula elevada, do gosto da renascença.
LAPA - O santuário foi construído
sob a orientação dos Jesuítasas. Era, segundo o Abade Moreira "grandioso, com escadaria
cavada na rocha viva que alto arco sobrepuja".A igreja compõe-se de duas partes que se completam: o corpo e a capela-mor.
O Santuário guarda na capela-mor o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa. De salientar tesouros sem conta oferecidos até por reis e rainhas, a cenografia dos altares da Crucificação e da Morte de S. José que comovia até lágrimas, a fortíssima atracção do Presépio implantado no rochedo. O altar de Nossa Senhora da Lapa foi erguido no local onde, segundo a lenda, a pastora Joana encontrou a imagem escondida pelas religiosas. Ali se venera cerca de quatro Séculos, como as multidões da Beira sabem venerar, aquela em quem veêm a luz nas suas trevas e o consolo nas angústias do coraçãoo. Também o altar da Virgem Adormecida, a Casa dos Milagres, cheia de quadros pintados, balanças pesando meninos de trigo, o lagarto da Lapa, temeroso, preso ao tecto por uma cadeia de ferro, entravam no imaginário de romeiros que enchia de histórias a noite de seus filhos. A Senhora da Lapa, em Portugal e Santiago de Compostela, na Espanha, chegaram a ser, em tempos, os dois santuários mais importantes da Península Ibérica.
MACIEIRA
- A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação fica situada sobre horizontes de norte. As belíssimas
imagens de madeira estofada e de pedra Ançã, como a da padroeira, seu
um encanto para o olhar. Em 1995, com as grandes obras de
recuperação com que a igreja foi contemplada, Macieira ficou com
um complexo religioso mais valorizado.

PENSO - Construída na margem esquerda do rio Guimar, a igreja de Penso é a obra monumental mais importante da freguesia. Infelizmente não se conhecem os nomes dos artistas que a levantaram. Data de uma época em que na povoação muitas outras obras de vulto se edificaram, a avaliar pelos muros, casas, portais e quinteiros ainda hoje existentes. A data bem legível na parede da capela-mor, num losango colocado no ângulo superior do triângulo do tecto, ostentando simultaneamente os três cravos da crucificação - 1722. A construção, de estilo neo-clássico, sóbria, elegante, simples e digna: A planta da igreja, de uma só nave, está orientada de poente para nascente. Divide-se em duas partes. a capela-mor, como altar principal, e o corpo da igreja, com dois altares laterais junto ao arco. Se não tivermos em consideração as aberturas laterais das portas, verificamos como a base do templo é composta por dois rectângulos, desiguais. A pequena pia de água benta do século XV, certamente vinda para ali de capela ou igreja mais antiga, desperta a atenção. Esta pia de granito da região é cercada exteriormente por três molduras e duas séries de esferas que a cingem no rebordo e no fundo. Esta igreja foi mandada reformar em 1919 por F. H. Pinto, nos dizeres de uma cartela e foi renovada recentemente: de facto, foram feitos nas últimas décadas vários empreendimentos na igreja. Como obras de maior vulto refiram-se as seguintes: ampliação da sacristia, com a abertura da capela do senhor dos Aflitos (1951), colocação do relógio na torre, telhado novo, bancos, electrificação da igreja (1962), modificação nas mesas dos altares(1971), remoção do altar do S. Coração de Jesus, instalação sonora(1975).

SARZEDA - A Igreja Matriz foi levantada no século XVII, com o fundamental da traça actual, pelo Comendador da Ordem de Malta. Sobre a parede da capela-mor coberta pelo retábulo petrino de talha barroca, escondem-se duas belíssimas pinturas a fresco representando S. Bartolomeu e uns Santos Mártires. Tem ainda uma belíssima imagem da Senhora do Rosário, de pedra de Ançã, policromada.
SERNANCELHE - A Igreja
Matriz, é o mais significativo
monumento da vila. Foi construida em fins do Século XII (1172
data inscrita num silhar da cabeceira). O traçado românico, genuíno e purificado, está presente
na singular cachorrada que envolve a capela-mor com uma iconografia obediente aos esquemas
do tempo, na cercadura de esferas que percorre as empenas da ábside, nas multiplicadas siglas e na originalidade do pórtico, constituído
por três arquivoltas (simples as exteriores, a
do centro formada por uma teoria de dez arcanjos de asas abertas). De um e outro lado do
portal abrem-se dois nichos cada um ocupado por três figuras, sob um dossel, tão fortemente impressivas que nos esquecemos a olhar, a
divinhar o seu mistério, a celebrar a sua
missão de apóstolos . A torre sineira, de planta quadrangular, ostenta a data
de 1636, época de grande remodelação no corpo da igreja. O interior da igreja é um espaço museológico privilegiado. A talha de muitos altares, um corpo de imaginária ímpar de
qualidade, a existência de duas tábuas pintadas pelos meados do século XVI (Degolação de S. João Baptista
e Anunciação) e de telas
setecentistas, um provável capitel visigótico utilizado como pia de água benta, a presença de
pintura a fresco nas faces do arco cruzeiro onde se apresenta Nossa Senhora do Rosário
(Direita) e Santa Margarida (esquerda) datando
certamente ainda dos fins dos séculos XIV, a força
do túmulo
quatrocentista com belíssima inscrição
gótica, sob o arco sóbrio de capela lateral, as ricas alfaias litúrgicas .
VILA
DA PONTE - A igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora do Ameal, de
boa traça, seiscentista. No seu interior
existe a capela de S. Miguel com preciosos quadros quinhentistas.
A Igreja foi, por ocasião das invasões, devastada pelos franceses, aqui acantonados mais de três meses, fazendo do templo depósito de munições de guerra. Muito do seu recheio foi danificado, abrindo-se visível excepção para a capela do Arcanjo por quem os visitantes tiveram sempre um escrupuloso respeito.
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