Penso
É aqui que chega o Ribeira de Guímar, proveninete da Serra da Lapa, dividindo a povoação enquanto caminha para o Távora. A fonte de duas bicas, ponto de paragem obrigatória para recolha do precioso líquido, nunca seca. Em qualquer época do ano jorra água em força para o tanque adjacente.
Diz Vasco Moreira que Penso é terra antiga por onde terá passado uma via romana que de Lamego seguia até Almeida. Os tempos modernos trouxeram uma via em asfalto e com ela o consequente aumento de tráfego. De qualquer forma, não se desfez o triângulo com o vértice no monte e a base no vale e a companhia amiga da Serra da Borralheira.
A Igreja Matriz, dedicada a S. Sebastião, é o “ex-libris” da aldeia. No interior encontra-se uma pia de água benta do século XV, provavelmente trazida de outro local. A janela manuelina por detrás do fontanário é outro exemplo de requinte construtivo. Penso tornou-se conhecida pela azenha e pelo alambique da família Aquino, que se deslocou da margem do rio aquando da construção da Barragem de Vilar.
A-de-Barros, vizinha da E. N. 226, situa-se a um quilómetro da freguesia a que pertence: Penso. Impregnada no sopé dos montes que descem de Carregal, é uma localidade que data do século XIII. O bonito casario, sobranceiro ao Távora, partilha o pedaço de margem com a Casa de Adbarros ou Solar dos Noronhas. Consta que o solar simboliza a aliança antiga entre a realeza e o povo e que foi uma das mais ricas e nobres da Beira, ainda hoje reconhecida pela circunstância de ter sido hospedagem de D. Dinis. O lavrador, que era proprietário da casa passou a fidalgo pelo facto de ter recebido distintamente o Rei Lavrador
Concelho 