Faia
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A Faia é, do grupo das aldeias ribeirinhas, a que mais deve a sua história recente à vontade do homem em represar as águas do rio e delas retirar energia. Na década de 60, Faia teve de fugir das margens e deslocar toda a povoação para o monte. Debaixo de água ficaram os solos mais produtivos e o conjunto de sepulturas escavadas na rocha, que denunciam a antiguidade da aldeia.
A Igreja de São Martinho também não passou ao lado da construção da Barragem e teve de ser erguida no alto, fazendo-se rodear de pequenas habitações em granito que serviram de albergues aos funcionários da EDP que aà trabalharam. Passado o sobressalto, a população procurou novas parcelas para cultivar e construiu mais longe do leito do rio. Recente, mas também sinal do aproveitamento dos recursos naturais, é a Zona de Lazer e Recreio, bem enquadrada paisagisticamente. Mais longe das águas, num pequeno monte pejado de pinheiros e oliveiras, situa-se a Capela da Senhora da Aflição. É ela que olha pela Faia. A aldeia retribui com uma celebração em sua honra no terceiro domingo de Agosto. Na Quinta da Alagoa, hoje repleta de pomares, ainda se pode apreciar o local onde terá nascido a lenda do Rei Chiquito.
Concelho 